6ª Etapa
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6ª Etapa / Torre de Moncorvo - Bragança / 189,2 Km / 7 agosto
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Apresentação 6ª Etapa
Torre de Moncorvo

Lenda de Torre de Moncorvo

Numa altaneira torre da Vilariça, já em terras do actual concelho de Torre de Moncorvo, vivia um jovem fidalgo chamado Mem Corvo. Era o ano de 1062 e Fernando I, o Magno, rei de Leão, atacava os Mouros na Estremadura. A chamada Reconquista Cristã começava a dar um novo desenho às nações peninsulares e tardaria meio século até à formação de Portugal com Estado independente.

Assim, à torre maior da Vilariça chegou, afogueada, uma jovem moura pedindo protecção a Mem Corvo. Este recebeu-a e ficou a saber que Pêro Antunes, um castelão das vizinhanças, a perseguia tenazmente. Acabou por dar protecção à bela Zaida, porém com a condição de ela se cristianizar e baptizar-se Joana. Comprometia-se o fidalgo a catequiza-la. Obviamente que tamanha aproximação entre os jovens suscitou uma paixão mútua e, baptizando-se Zaida em Joana, eles combinaram o casamento. Porém, nas vésperas da boda, uma doença grave atacou a noiva, aliás a doença dos linhos, que grassava em parte da população. O médico alvitrou que Joana se salvaria, no entanto uma conversa entre os noivos abalou as convicções de Joana. Quios ela saber porque Mem insistia no nome que lhe pusera, tendo ele confessado que amara uma sua prima assim chamada, só que a morte a levara ainda com 13 anos de idade. Tentou ele ainda afastar este temor da cabeça da noiva, mas ela deu em cismar que não passava da memória de um antigo amor de Mem Corvo. Este disse-lhe que, para lhe melhorar os ares, mandara erguer uma torre para moradia de ambos nuns terrenos não habitados retirados dali e que com eles iriam várias famílias. Chamaria a esse sítio Terra de Joana. Porém, Joana estava demasiado cismática, pelo que, agravando-se o seu estado de saúde, morreu. É assim que nasce Torre de Moncorvo, esta vila trasmontana, tal como hoje a temos. E pensar que esteve a ponto de se chamar Terra de Joana...

In País Português Terras Lendárias - Lendas de Trás-os-Montes e Alto Douro de José Viale Moutinho e Maurício Abreu, Esfera da Caos Editora, Março 2007.

Torre de Moncorvo teria nascido de uma remota Vila da Alta Idade Média, que em antigos documentos vem designada Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça, situada no topo da margem direita do Rio Sabor e nas proximidades do núcleo de vida pré-histórica do Baldoeiro.
Segundo a lenda, viveu naquela região, há muito tempo atrás, alguns séculos, um homem chamado Mendo ou Mem. Dizem uns que era um nobre senhor, mas a nossa lenda faz dele um pobre lavrador que habitava uma choupana com sua mulher, não muito longe do monte Reboredo.
Aconteceu certo dia que Mendo achou um tesouro enterrado sob um penedo do monte. Vendo-se, de repente, tão rico - o tesouro era fabuloso -, o homem sentiu fugir-lhe o juízo. Em breve, porém, recuperou o sangue frio e, reconhecendo ser melhor manter em segredo aquele achado, para que lho não cobiçassem tratou de pensar no que lhe fazer, onde o guardar.

Tão grande era a sua alegria que não cabia em si e no fundo, desejava partilhar o seu segredo com alguém que consigo se regozijasse. E, como a pessoa que mais perto de si estava por muitas razões óbvias, era a mulher, sentiu uma imensa vontade de lhe contar a felicidade que acabara de ter. Contudo, Mendo era desconfiado, e como conhecia a mulher de ginjeira achou que ela não seria capaz de guardar segredo por muito tempo.
Assim, decidiu arranjar uma mentira para a pôr à prova. Depois de muito pensar, encontrou o que dizer e foi ter com ela.
- Anda cá, mulher, senta-te aqui comigo nesta pedra! Quero contar-te uma coisa, mas tens de prometer guardar segredo...
- Então o que é? Conta, homem, conta!!
- Juras que não contas nada disto a ninguém?
- Juro pois! ... por estes dois que a terra há-de comer! ... - disse ela apontando para os olhos.
- Então lá vai: calcula que vi hoje um corvo parir um par de corvinhos!...
- Ora homem, isso é lá possível!?
- ...eu seja ceguinho!

A mulher ficou-se um pouco incrédula, sentada na pedra, enquanto ele se afastava para ir à sua vida, contente com a história que arranjara. Agora era só esperar algum tempo, ter um pouco de paciência e...ver o resultado. Durante algum tempo, a mulher quedou-se pasmada com a história que Mendo lhe contara: «era lá possível um corvo parir, parir como gente!?... Não, não é verdade! Aquilo foi o homem a mangar comigo!...».

Sem poder conter-se mais, e como segredo é aquilo que se conta a uma pessoa de cada vez, foi dali à vizinha mais próxima relatar o que dissera o marido. Desta vez o corvo já não tinha parido dois corvinhos, mas quatro e, é claro, tudo isto era um segredo.

Acabada a conversa, despediram-se as vizinhas e foi dali cada uma contar a outra pessoa. De tal modo se espalhou o segredo que em breve toda a gente da região conhecia a história do corvo parindo em variadissimas versões.

Em vista disto, Mendo, o lavrador, decidiu ocultar de todos o seu segredo, o seu tesouro, e para isso construiu uma grande torre onde passou a morar para melhor defender o seu ouro.

Do nome do lavrador e da história do corvo, ficaram a chamar ao edifício Torre do Mendo (ou Mem) do Corvo. Com o tempo, esquecida a história, o povo foi simplificando o nome até chamar ao local TORRE DE MONCORVO.

In Lendas Portuguesas de Fernanda Frazão

 

Bragança

Bragança conserva um património ímpar num centro histórico compacto, que facilmente se percorre a pé. As suas pedras gastas são testemunhas de uma História atribulada, que remonta à Idade do Bronze, conta com a presença de romanos, suevos e visigodos, prosseguindo com combates que ajudaram a estabelecer as linhas de fronteira e a importância estratégica do burgo.

A Torre de Menagem quatrocentista destaca-se num dos mais harmoniosos e bem preservados castelos do país, que abriga um conjunto monumental digno de nota pela sua originalidade. É o caso da enigmática Domus Municipalis, edifício que se acredita ter acumulado as funções de cisterna com a de local de reunião dos “homens bons” do concelho. A seu lado ergue-se a elegante Igreja de Santa Maria, cuja frontaria barroca, de tipo retabular, traduz no granito a talha dourada dos altares. Formando uma união singular entre épocas bem distintas, o pelourinho medieval está incrustado num berrão, estátua zoomórfica com origem em povos castrejos da proto-história.

Para lá das muralhas, as ruas empedradas guiam o viajante por um rosário de templos, em que se destacam o Convento de S. Francisco, as igrejas de S. Vicente e da Misericórdia, e a Sé, com um claustro renascentista e sacristia merecedores de visita atenta. O mesmo percurso está recheado de magníficos solares, edificados entre os séculos XVI e XVII, que hoje albergam instituições públicas.

Mas os tesouros monumentais não se limitam ao coração da cidade. Nas redondezas encontram-se joias como o Mosteiro de Castro de Avelãs, cuja cabeceira de planta circular revestida a tijolo é exemplar único em Portugal do estilo românico-mudéjar, ou a majestosa Igreja de Santo Cristo do Outeiro, com um esplêndido interior em talha barroca e assinalável pintura sacra.

Igualmente importante é o património cultural preservado nas aldeias do concelho, onde perduram tradições ancestrais, numa ruralidade tranquila feita de hábitos comunitários. É assim em Montesinho, aldeia aprazível de casas de pedra aninhadas num vale frondoso, em Rio de Onor, invulgar povoação pousada sobre a fronteira, e em todos os lugares onde há sempre a porta aberta de um sorriso para o receber.

 

 

 

 

Mapa
Percurso
Alt. Percurso / Parcours
» Km Km » 38 km/h 40 km/h
Concentração/Rassemblement: Torre de Moncorvo - Praça Francisco Meireles
10:25 10:25
Partida Simbólica / Départ Fictif: Torre de Moncorvo - Praça Francisco Meireles 10 12:25 12:25
Rua Tomás Ribeiro à esq. p/ Rua dos Palheiros, À dta. p/ Av. dos Bombeiros Voluntários, Rotunda à esq. p/ IP4 Porto, À dta. p/ Via Panorâmica, À esq. p/ V. N. Foz Côa, IP2, À esq. em contramão p/ Torre de Moncorvo, N220
142 Partida Real / Départ Réel: N220 (junto à placa T.Moncorvo 5) Início subida / Début col
0 189.2 12:45 12:45
349 Torre de Moncorvo 4.4 184.8 12:51 12:51
356 À dta. p/centro, rotunda em frente p/ Av. dos Bombeiros Voluntários
4.6 184.6 12:52 12:51
380 PM 3ª cat. / Col 3ème cat. - Torre de Moncorvo
4.9 184.3 12:52 12:52
385 À esq. p/ Mogadoro
5.4 183.8 12:53 12:53
390 À dta. p/ Espanha, N220
5.6 183.6 12:53 12:53
458 À esq. p/ Sequeiros, N325
6.9 182.3 12:55 12:55
452 Açoreira 12 177.2 13:03 13:03
570 Maçores 15.8 173.4 13:09 13:08
570 À dta. p/ Urros - Peredo, M613
16 173.2 13:10 13:09
403 À esq. p/ Ligares - Espanha, M325
20 169.2 13:16 13:15
561 Ligares 22.5 166.7 13:20 13:18
577 Rotunda (Capelinha/Cemitério) à dta.
23 166.2 13:21 13:19
577 À esq. p/ Freixo de Espada à Cinta - Poiares, Rua Prof. José M. Barreiros
23.1 166.1 13:21 13:19
230 Ponte, M325-1 Início subida / Début col
32.5 156.7 13:36 13:33
563 PM 3ª cat. / Col 3ème cat. - Freixo de Espada à Cinta (Ecocentro), M325-1
39.5 149.7 13:47 13:44
537 Cruzamento à esq. p/ Freixo de Espada á Cinta, N221
41.3 147.9 13:50 13:46
515 Freixo de Espada à Cinta 41.8 147.4 13:51 13:47
482 Rotunda em frente, N221
42.7 146.5 13:52 13:49
464 Meta Volante - Freixo de Espada á Cinta (junto á C. Municipal)
43.2 146 13:53 13:49
480 Rotunda em frente p/ Bragança, N221 Início subida / Début col
43.6 145.6 13:53 13:50
808 PM 3ª cat. / Col 3ème cat. - Porrinhela, Serra de Reboredo, N221
53.7 135.5 14:09 14:05
726 Rotunda à dta. p/ Mogadouro, N221
56.9 132.3 14:14 14:10
740 Fornos 59.7 129.5 14:19 14:14
725 Lagoaça 61.7 127.5 14:22 14:17
621 Rotunda em frente p/ Alfândega da Fé
75 114.2 14:43 14:37
612 Rotunda à dta. p/ Castelo Branco, N221
75.2 114 14:43 14:37
583 Castelo Branco 75.7 113.5 14:44 14:38
693 Rotunda em frente p/ Vilar de Rei, N221
80.3 108.9 14:51 14:45
776 Zava 82.7 106.5 14:55 14:49
703 Viaduto s/ IC5 - Mogadouro, Av. de Espanha 85.5 103.7 15:00 14:53
743 Meta Volante - Mogadouro (junto á Biblioteca Municipal)
86.6 102.6 15:01 14:54
745 Rotunda em frente e rotunda à dta. p/ Bragança, Av. do Sabor
86.7 102.5 15:01 14:55
728 Rotunda em frente p/ Bragança - Vimioso Zona verde / Zone vert Abertura Abastecimento / Zone Ravitaillement
87.8 101.4 15:03 14:56
760 Rotunda em frente p/ Bragança - Vimioso, N219
88.7 100.5 15:05 14:58
438 Ponte s/ Rio Angueira
105.2 84 15:31 15:22
591 Algoso 107.6 81.6 15:34 15:26
668 Campo de Viboras 113.4 75.8 15:44 15:35
707 Vimioso, rotunda em frente, N219
119.7 69.5 15:54 15:44
720 Rotunda à dta. p/ centro, Rua da Malhada- Rua da Calçada
120.6 68.6 15:55 15:45
721 Meta Volante - Vimioso (junto ao Largo da Capela) em frente p/ Rua Dr. Trigo de Negreiros
121.5 67.7 15:56 15:47
715 À esq. p/ Av. das Alcanices
121.9 67.3 15:57 15:47
680 Rotunda em frente p/ Bragança, Av. das Alcanices
122.5 66.7 15:58 15:48
661 Rotunda em frente p/ Bragança, N218
122.8 66.4 15:58 15:49
436 Ponte s/ Rio Maças
127.7 61.5 16:06 15:56
691 Carção, à dta. p/ Bragança - Argozelo
132.7 56.5 16:14 16:04
686 Rotunda à dta. p/ Bragança
132.9 56.3 16:14 16:04
724 Rotunda à dta. p/ Bragança, N218
133.8 55.4 16:16 16:05
689 Argozelo 139 50.2 16:24 16:13
686 Rotunda em frente p/ Bragança, N218
139.5 49.7 16:25 16:14
756 Rotunda em frente p/ Bragança - Milhão
152.5 36.7 16:45 16:33
762 Rotunda em frente p/ Bragança - Milhão, N218
152.8 36.4 16:46 16:34
720 Milhão 157 32.2 16:52 16:40
632 Freguesia de Gimonde 164.6 24.6 17:04 16:51
518 Gimonde, à esq. p/ Bragança, N218
169 20.2 17:11 16:58
599 Bragança, Av. do Sabor 174.6 14.6 17:20 17:06
633 Rotunda em frente p/ centro, Av. Cidade de Zamora
175.1 14.1 17:21 17:07
665 Rotunda (Oval) em frente p/ Rua Emidio Navarro
175.9 13.3 17:22 17:08
694 Praça Prof. Cavaleiro Ferreira, à esq. p/ Rua 5 de Outubro - Rua Alexandre Herculano
176.4 12.8 17:23 17:09
677 Rotunda à esq. p/ Estrada do Turismo - Samil, N217-1
177.2 12 17:24 17:10
774 Rotunda à esq., N217
181.8 7.4 17:32 17:17
792 Rotunda à dta. p/ Bragança (centro) - Zona Industrial
183.3 5.9 17:34 17:19
806 Rotund (A4) em frente p/ centro - Zona Industrial
183.8 5.4 17:35 17:20
750 Rotunda (Cantarias) em frente p/ centro, Av. das Cantarias
185.4 3.8 17:37 17:23
692 Rotunda à esq. p/ Av. Sá Carneiro
187 2.2 17:40 17:25
689 Rotunda à esq. p/ Rua Padre António Vieira
187.9 1.3 17:41 17:26
708 À esq. (contramão!) p/ Av. Abade de Baçal
188.2 1 17:42 17:27
703 À dta p/ Parque do Eixo Atlântico 188.8 0.4 17:43 17:28
716 Meta Final / Arrivée: Bragança - Rua Prof. António Gonçalves Rodrigues
189.2 0 17:43 17:28
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6ª ETAPA 81ª VOLTA PORTUGAL SANTANDER

A chuva marcou o dia competitivo ganho pelo espanhol Hector Saez (Euskadi-Murias). Apesar dos incidentes, Gustavo Veloso mantém a liderança da corrida.

Audio
DECLARAÇÃO VENCEDOR 6ª ETAPA - HECTOR BENITO
DECLARAÇÃO CAMISOLA AMARELA - GUSTAVO VELOSO